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Uefs e Deam vão investigar denúncia de abuso sexual no Campus

Publicada em 22/09/2015 ás 13:43:43

Uefs

 A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e a Delegacia Especial de Atenção à Mulher (Deam) vão investigar a denúncia de uma jovem que relatou ter sido vítima de abuso sexual por parte de um vigilante da empresa que presta serviço à Instituição, durante visita que fez ao Campus Universitário na noite de sexta-feira (18/09). A jovem formalizou a denúncia junto à Administração Central na tarde desta segunda-feira (21/09).

A jovem, que não é aluna da Uefs, ao contrário do que foi ventilado em redes sociais, relata que estava no Campus Universitário acompanhada de amigos, estudantes, e que, "por volta das 22 horas, ao sair do sanitário, o segurança reclamou do barulho e quando fui me desculpar, colocou as mãos em minhas partes íntimas, sem o meu consentimento e o abuso não prosseguiu por causa da interrupção dos meus amigos".
 
A empresa responsável pela segurança do Campus será notificada pela Administração Central da Universidade para apuração da denúncia, inclusive a identificação e oitiva do segurança que trabalhou no local e horário indicados pela denunciante.
 
A Reitoria da Uefs lamenta e afirma que não vai tolerar fatos dessa natureza. A investigação será cobrada junto à empresa e às autoridades de segurança pública para que sejam esclarecidos os fatos e aplicadas as sanções previstas em lei.
A Deam por sua vez também vai investigar a denúncia sofrida pela jovem. Acompanhada de Raimundo Mota, integrante do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, a vítima formalizou a denúncia nesta segunda-feira (21).
 
Segundo Raimundo Mota, a jovem relatou ter ido até a Uefs por volta das 20h para entregar alguns livros no módulo 7, onde encontrou com alguns colegas que estavam comemorando aniversário de um colega. “Logo após essa confraternização, houve alguma situação que ela percebeu que o vigilante estava indignado e foi até o indivíduo pedir desculpas. Quando ela foi até ele, o indivíduo a atacou e ocorreu essa tentativa de estupro”, contou.
 
“Uma vez que ela foi agredida, tomada sem o seu consentimento, tomada em suas partes íntimas sem o seu consentimento, isso é caracterizado como estupro. Não houve relação sexual direta, mas essa ação já se caracteriza como estupro”, destacou Raimundo Mota, que foi autorizado pela vítima a esclarecer o caso.
 
Autor/ Créditos: Jorge Magalhães

 

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