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Grupo preso em operação contra sonegação fiscal de R$ 73 milhões na Bahia é liberado após audiência de custódia

Publicada em 20/10/2017 ás 19:43:32

Ação policial

 Os três empresários e o contador presos na quinta-feira (19/10), durante a Operação Beton, deflagrada para combater a sonegação fiscal de R$ 73 milhões em empresas do ramo de argamassa e materiais de construção, foram liberados pela Justiça nesta sexta-feira (20), após audiência de custódia, em Salvador. A informação foi confirmada ao G1 pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

De acordo com o advogado Danilo Sady, que defende o empresário José Alberto Cardoso, durante a audiência, realizada no Fórum Criminal de Salvador, no bairro de Sussuarana, a Justiça entendeu que não era necessário manter a prisão temporária de cinco dias que havia sido determinada para o grupo, porque o objetivo da ação, que era a busca e apreensão de documentos e o colhimento dos depoimento dos envolvidos, já havia sido alcançado.
 
Além de José Alberto Cardoso, foram soltos o filho dele, Raul Gois Cardoso, o sócio Otoniel Leal Andrade Júnior e o contador José Humberto Lira de Almeida. Conforme o advogado, após a decisão, os empresários e o contador voltaram para as casas deles e responderão em liberdade. No entanto, segundo Sady, o grupo deve se apresentar bimestralmente à Justiça e não pode sair do país. Os passaportes dos quatro foram apreendidos durante a operação.
Em entrevista ao G1, o advogado informou que ainda não é possível divulgar um posicionamento do cliente sobre as investigações. "Ainda não tivemos acesso aos autos do processo. Não que tenha sido negado, mas por questão de logistica a gente ainda não conseguiu ter acesso. Assim que tivermos acesso às cópias procurarames as autoridades para prestar esclaricimentos", contou.
 
De acordo com a polícia, os empresários e o contador criaram 15 empresas falsas e utilizaram mais de 20 funcionários como "laranjas" para sonegar impostos. O grupo preso foi autuado por crime contra ordem tributária, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
 
Conforme a polícia, os suspeitos criavam empresas em nome do grupo e, quando a dívida fiscal aumentava, eles passavam esses negócios para os nomes dos "laranjas", que ficavam responsáveis pelo débito. Com isso, o grupo conseguia abrir outras empresas como se não tivesse dívidas no mercado.
De acodo com a polícia, no entanto, os "laranjas" escolhidos não tinham dinheiro para pagar as dívidas com o fisco estadual e os débitos ficavam em aberto. As dívidas acumuladas pela falta de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) alcançaram R$ 73 milhões.
 
O esquema levantou suspeita da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), que passou a investigar o grupo, responsável pela empresa do ramo de argamassa e material de construção Concremassa, que foi alvo da Operação Beton.
 
Além das prisões, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas empresas e em casas de envolvidos no esquema, em Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas, na região metropolitana, durante a operação, desencadeada durante a manhã da quinta-feira.
 
Informações do g1 e foto: Alberto Maraux/SSP
 
Autor/ Créditos: Redação

 

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