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Estudantes da escola municipal vivenciam fatos da história do Brasil em Cachoeira

Publicada em 26/10/2017 ás 09:30:35

Alunos

 O dia de aprendizado foi diferente para cerca de 110 estudantes da Escola Municipal Geraldo Dias de Souza, localizada no distrito de Humildes, em Feira de Santana. Nesta quarta-feira, 25 de outubro, em uma excursão, jovens do 6º ao 9º ano vivenciaram uma experiência de aula de campo na cidade de Cachoeira-BA, localizada no Recôncavo Baiano, local histórico das lutas pela independência do Brasil e conhecida como “Cidade Heróica” e monumento nacional.

Para além da sala de aula, os estudantes puderam presenciar, em um verdadeiro museu a céu aberto, todo conteúdo da história da Bahia in loco, nos palcos dos principais episódios históricos descritos nos livros didáticos. A excursão teve como ponto de partida a Casa de Câmara e Cadeia (sede do Poder Legislativo de Cachoeira) e que já serviu de prisão. Os jovens também conheceram e aprenderam as técnicas de xilogravura na fundação Hansen Bahia, e puderam ver de perto os conventos da Ordem Terceira do Carmo (admite homens e mulheres) e da Ordem Primeira do Carmo (admite somente homens). A Igreja Matriz, Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, assim como a Igreja de Nossa Senhora do Rosarinho, construída por negros e que atemporal abriga o Cemitério dos Africanos. 
As artes também foram privilegiadas durante a visitação. Os estudantes conheceram a obra do artista José Cardoso de Araújo, conhecido como Doidão Bahia, escultor de peças em madeira com temáticas ligadas ao candomblé, a cidade de Cachoeira e até obras futuristas, como “O bebê do futuro”, obra favorita do artista que faleceu a cerca de um mês (23/09/2017), deixando uma lacuna na arte e na cultura. Mas, ainda viva e com vigor.
 
Já Dona Dalva, Doutora Honoris Causa e autoridade do Samba. Ela recebeu os estudantes na porta de casa, no bairro Rosarinho e em poucas palavras resumiu a essência do samba, com um prato e um talher na mão. Tudo simples e que se transforma em cultura sob os cuidados da Doutora. E teve momento também para a sétima arte, como a visita ao Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual, de propriedade do cineasta homônimo que coleciona só na sede em Cachoeira um rico acervo que conta a história do cinema mundial e das produções feitas em parceria com Glauber Rocha e Roberto Pires.
O historiador e artista plástico, Davi Rodrigues disse que trazer o estudante para uma aula de campo, principalmente para espaços ocupados anteriormente por pessoas ilustres e simples, com legado de afirmação, faz a informação circular melhor. “É uma maior facilidade de entendimento, há uma socialização. A aula de campo é de suma importância para qualquer atividade em estabelecimentos de ensino”, comentou.
 
Para Rodrigues, espaços como os conventos da Ordem Primeira e Terceira do Carmo e a Casa de Câmara e Cadeia, tem um significado que pontua um período que marcou na história do povo brasileiro, baiano e principalmente do recôncavo. “Cada legado desse tem essa tradução desse significado e cada um diferenciando outro”.
Para o Professor de História e Artes e organizador da excursão, Reginaldo da Silva Santos, o objetivo da viagem é proporcionar aos estudantes facilidade em reconhecer a história e aspectos geográficos e observar como o negro transformou a economia do país. “O aluno tem a vivência pois está vendo o aspecto local, no livro didático, e assim vê de perto os acontecimentos”, disse.
 
O estudante Sidnei Santos Bacelar, de 14 anos, esteve pela primeira vez em Cachoeira e avaliou como produtiva a aula de campo. “Gostei das igrejas. São muitos templos. Foi muito bom por que são temas que vemos na sala de aula e agora foi em campo”, disse o estudante do 9º ano.
 
Autor/ Créditos: Redação

 

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