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Dos bebês nascidos no Hospital da Mulher 11,1% são prematuros

Publicada em 17/11/2017 ás 16:34:48

Bebê prematuro

 A gravidez completa dura entre 37 e 42 semanas. Os bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação são considerados prematuros. A data de 17 de novembro, também conhecida como o Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade, foi criada em 2009, e é adotada em mais de 50 países, dentre os quais Canadá, EUA, Austrália, Portugal e Brasil.

Segundo inquérito nacional sobre partos e nascimento elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anualmente nascem no mundo mais de 15 milhões de bebês prematuros e, no Brasil, estes perfazem o percentual de 12,4% dos recém-nascidos - quase duas vezes superior à observada nos países europeus - o que faz do país o 10º no ranking de nascimentos prematuros.
 
Gestação na adolescência, falta de cuidados pré-natais, tabagismo e a desinformação são alguns dos desencadeadores da prematuridade no Brasil, segundo aponta estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A cada 30 segundos um bebê morre em consequência do nascimento antecipado.
A estatística da Fundação Hospitalar de Feira de Santana revela números equivalentes à média nacional: no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, dos 4.472 partos realizados de janeiro a agosto deste ano, entre normal ou cesáreo, 11,1% foram de bebês nascidos prematuramente.
 
Durante esta semana, a unidade hospitalar promove uma programação especial voltada para evidenciar a importância da assistência médica adequada aos bebês, e a prevenção do parto prematuro quando possível, a partir de um pré-natal completo, além de aumentar a visibilidade sobre o assunto ao desmistificar o fato de que prematuros tenham qualquer tipo de complicação durante seu desenvolvimento e crescimento.
 
Segundo a presidente da FHFS, Gilberte Lucas, oficinas de sensibilização ao uso do método Canguru (Baby Sling), de produção de sentidos, executados por estudantes estagiários do hospital, oficinas de confecção da flor de “luz” e de massagem Shantala, com profissional de fisioterapia, no Método Canguru, uma minipalestra com o tema “olhar sobre a prematuridade”, realizado na Casa da Puérpera, e roda de conversa com relato de mães de prematuros preenchem o leque de atividades na Semana da Prematuridade HIPS 2017 ou Novembro Roxo.
Jucélia de Souza Machado, lavradora no município de Santo Estevão, relata emocionada o dia em que deu entrada na unidade [31 de outubro] e pariu dois meninos e uma menina, trigêmeos prematuros. Ela, durante o processo de gestação, apresentou quadro hipertensivo ainda no 30º mês.
 
“Fiz todo o pré-natal e optei pelo parto cesáreo, pois apenas um deles [bebês] tinha condição de nascer [parto] normal”, explica. Ela acrescenta que o tratamento e acolhida na unidade, após constatar pressão alta, um dos indicadores para a prematuridade, foram importantes no momento de fragilidade enquanto genitora.
 
Outra paciente, Geane da Silva Lima Santos, dona de casa, teve filho no último domingo, 12, e acredita que a ansiedade foi o fator desencadeador para o parto prematuro.
 
“Recebi uma informação, em uma avaliação médica, que estava com cistos na região da cabeça. Um dia após comecei a sentir fortes e percebi sangramento. Quando cheguei ao hospital [HIPS] a bolsa [amniótica] já estava rompida”, explica.
Elieide Brito, dona de casa, natural do município de Monte Santo, que encontra-se na Casa da Puérpera do Hospital da Mulher, atribui a prematuridade do bebê ao fato de ter presenciado outra filha, de dois anos, receber uma descarga elétrica.
 
“Fiquei tão abalada com a situação que fui parar no hospital. Não deu outra, tive que parir imediatamente”, relata.
 
Estatística
 
Ainda, segundo a pesquisa da Fiocruz, a prematuridade espontânea corresponde a 58% dos casos e a terapêutica (provocada por intervenção médica) é de 41%. Quase todos (90%) ocorreram por cesariana sem trabalho de parto. Nos países desenvolvidos, a taxa é de 30%.
 
Este ano, o número de recém-nascidos naturalmente no Hospital da Mulher superou o quantitativo por cesariana, totalizando 2.387 bebês. Em todos os meses, a média (300 partos) da quantidade de mães que foram submetidas ao parto normal é superior à terapêutica cesariana anteparto.
Paradoxalmente, as regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) são as que apresentam os maiores percentuais de prematuridade (12% e 12,5%, respectivamente), seguidos pela Região Centro-Oeste (11,5%), Nordeste (10,9%) e Norte (10,8%).
 
Um fator que chama atenção no estudo da UNICEF Brasil é como a cor de pele e a etnia influenciam na prevalência da prematuridade. As mulheres indígenas apresentam o maior percentual, de 8,1%. As mulheres de pele branca respondem pelo percentual de 7,8%, seguida pelas mulheres de pele negra (7,7%), parda (7,1%) e amarela (6,3%).
 
Outro fator que também pode influenciar nos partos prematuros é a idade da mãe. A maior prevalência nesse quesito foi encontrada entre as gestantes abaixo dos 15 anos de idade, respondendo com uma prevalência de 10,8% contra a menor taxa encontrada, 6,7%, entre as mulheres na faixa dos 20 aos 34 anos.
 
Autor/ Créditos: Redação

 

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