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Alarme para mulher sob medida protetiva acionar polícia, ideia vencedora do Hackathon Feira

Publicada em 30/01/2018 ás 08:16:40

Hackathon Feira

 Um dispositivo semelhante ao de um alarme de carro, que no mercado chinês custa em torno de 5 dólares. Com ele, a mulher sob medida protetiva, determinada pela Justiça, poderá acionar as autoridades policiais a qualquer momento. Essa é a síntese da ideia vencedora do Hackathon Feira de Santana, que reuniu mais de 60 pessoas que atuam na programação de softwares e aplicativos para buscar soluções, exclusivamente, para a segurança pública.

Considerado uma maratona de mais de 30 horas de trabalho ininterrupto entre profissionais e estudantes de tecnologia, o Hackathon, aconteceu no sábado e domingo, nas dependências do Sesi. A iniciativa foi da Prefeitura Municipal através da Fundação Municipal da Tecnologia da Informação, Telecomunicação e Cultura Egberto Tavares Costa. Além do Sesi, foram parceiros da Fundação neste evento instituições como Sebrae, Câmara dos Dirigentes Lojistas e Associação Comercial de Feira de Santana.
 
A equipe Temet, vencedora do Hackathon Feira de Santana – Segurança Pública, é de Salvador. Seus quatro integrantes foram premiados com smrtphones. Isis Araújo, que faz parte do grupo, disse que o enfrentamento à violência contra as mulheres pode se tornar mais simples a partir do uso do dispositivo. Diferentemente de quase todas as propostas apresentadas ao final dos trabalhos, a ideia dela e dos seus parceiros David Meth , Wesley Ribeiro e Rafael Marcelino não utiliza um aplicativo de smartphone. Foram necessárias cinco horas de trabalho para desenvolvimento do protótipo.
Município se dispõe a ajudar na busca de recursos para colocar ideia em prática
 
De acordo com a equipe, o dispositivo será monitorado via satélite por uma empresa de comunicações através do método GSM. Diante de uma ameaça por parte do agressor, a vítima vai acionar o equipamento de maneira simples, onde quer que esteja, e o seu alerta vai chegar as autoridades. O sinal será identificado e a polícia vai saber de quem se trata aquele pedido de socorro.
 
“Os resultados foram melhores do que esperávamos, no tocante à qualidade. Iniciativas como esta fazem Feira ser vista como cidade inovadora”, afirmou o prefeito em exercício, Colbert Filho. Entusiasta do encontro de tecnologia, ele acompanhou a apresentação de todas as propostas das 13 equipes participantes – cada uma dispôs de três minutos, mais dois para responder a questionamentos do corpo de jurados.
 
Em princípio, diz o prefeito em exercício, os trabalhos apresentados “não apenas são interessantes, sob todos os pontos de vista, mas simples e executáveis”. Caso alguma dessas propostas possa ser colocada em prática (isto vai ser definido após análise mais detalhada de viabilidade pelas autoridades da segurança pública), o município se dispõe a tentar através da busca de parceiros, recursos para viabilizar o investimento.
Melhores propostas agora vão ter análise mais aprofundada
 
Agora as ideias vencedoras do Hackathon Feira de Santana, sobre segurança pública, vão passar por uma análise mais aprofundada, pelos dirigentes da segurança pública em Feira de Santana. Essa avaliação vai ser determinante para se chegar a uma conclusão quanto a sua aplicabilidade.
 
Os trabalhos do foram analisados pelo professor da UEFS, Ângelo Lola, o secretário de Prevenção à Violência, Pablo Roberto, o jornalista Glauco Wanderlei, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana, Marcelo Alexandrino e Edmundo Gomes, do Sebrae. Este grupo atribuiu notas as propostas e definiram as vencedoras.
 
A equipe Ragatonga, vice-campeã do Hackathon Feira de Santana sobre Segurança Pública, propôs um aplicativo para ajudar na prevenção contra furtos e roubos de veículos. Seus integrantes foram premiados com bicicletas. A terceira colocada, a equipe Coders, criou um sistema para troca de informações entre os organismos policiais. Cada membro da equipe receberá cursos gratuitos ministrados pelo Sebrae.
 
Autor/ Créditos: Redação

 

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