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Armadilha para pegar mosquito é instalada em fazenda onde jovem morreu de leishimaniose

Publicada em 30/01/2018 ás 09:20:07

Armadilha de mosquito

 A comunidade Fazenda Agua Grande, distrito Maria Quitéria, onde residia o agente de portaria Antonio Cesar da Silva, 34 anos, que morreu vítima de leishimaniose na semana passada, recebeu nesta segunda-feira (29) a visita de profissionais da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. O local está sendo alvo de ações preventivas por parte do órgão.

A bióloga Rosemeire Dourado e o gerente de endemias, Edvaldo Correia, conversaram com familiares da vítima, para orienta-los sobre formas de prevenção contra o mosquito transmissor da doença – o inseto é infectado ao picar cães contaminados, principalmente.
 
No local foram instaladas armadilhas denominadas CDC, uma espécie de coletor luminoso que atrai mosquitos. Quando o inseto tem contato com o equipamento, em funcionamento durante a noite. Nesta terça, o objeto vai ser recolhido, para análise dos mosquitos capturados. O objetivo é prender a espécie conhecida como mosquito palha, transmissor da leishimaniose. A identificação é feita no laboratório de entomologia, no Centro de zoonoses.
A comunidade também foi orientada a observar sobre sintomas característicos de calazar nos cães (perda de peso acentuada, feridas no focinho ou orelhas, sangue nas fezes crescimento acentuado das unhas).
 
Além da captura de mosquitos, a Vigilância Epidemiológica também pretende realizar, na comunidade onde residia o agente de portaria morto por leishimaniose, um inquérito canino. É um trabalho que consiste na realização de teste rápido em cães. Material colhido nos animais é encaminhado ao Lacen, que examina e informa se estão infectados pelo inseto.
Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica, Francisca Lúcia de Oliveira (foto), nesta terça-feira ela vai manter contato com o Núcleo Regional de Saúde (antiga Dires), órgão estadual responsável pelo fornecimento de kits para realização do inquérito canino.

 
Amilton Santana, pedreiro, tio da vítima Antonio César da Silva, disse que a presença da equipe da Secretaria Municipal de Saúde é algo tranquilizador para a família. “Essa ação nos deixa mais sossegados. Queremos saber se esse inseto continua presente aqui na região e com o coletor que está sendo instalado teremos a resposta”, diz ele, que garante estar usando repelente dia e noite para se proteger.
 
O gerente de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Edvaldo Correia (foto), esteve presente na Fazenda Água Grande para auxiliar na ação do Departamento de Vigilância Epidemiológica, prevenindo a comunidade contra o mosquito palha, transmissor da leishimaniose. Ele disse que o combate ao inseto em Maria Quitéria é feito desde 2016. Nos próximos dias, assinalou, um trabalho de borrifação de inseticida acontecerá “casa a casa” em áreas consideradas de risco no distrito.
 

 

Autor/ Créditos: Redação

 

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