
Com foco em ampliar o acesso às informações sobre o Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ciclo II e na compreensão dos editais voltados às culturas de matrizes africanas, o projeto Fêra em Movimento realizou, no Ilê Asé Labafun – Fundação Argemira de Oliveira - no bairro Limoeiro, em Feira de Santana, mais um encontro de formação dedicada ao fortalecimento das políticas culturais e à valorização das tradições afro-brasileiras.
O evento, realizado no último sábado (08/11), das 9h às 13h, reuniu representantes culturais, agentes comunitários e lideranças religiosas em uma manhã de aprendizado, diálogo na perspectiva de ampliar o acesso às informações sobre os mecanismos de fomento e estimular a participação das comunidades nas políticas públicas de cultura.
Segundo o agente territorial de cultura Artur Araújo, um dos organizadores, do projeto, “o objetivo é fomentar a formação dos participantes sobre as políticas públicas culturais, principalmente a Aldir Blanc de fomento à cultura. O Fêra em Movimento é uma realização nossa — tanto da minha produtora, a Cacto Vivo, quanto dos agentes territoriais de cultura de Feira de Santana”, explicou.

Durante o encontro, os participantes destacaram o impacto da iniciativa na ampliação do conhecimento e no fortalecimento das redes culturais locais. Para Taylane Conceição, ekedi do Ilê Asé Labafun e secretária da Fundação Argemira de Oliveira, o aprendizado foi essencial: “No primeiro encontro, tínhamos muitas dúvidas, mas ainda não sabíamos como perguntar. Hoje, começamos a entender melhor e a perceber o que precisamos buscar. Trabalhar no Fêra em Movimento foi primordial, porque me ajudou a compreender a normatização, adquirir conhecimento e despertar o interesse em determinados editais”.
Outros participantes também ressaltaram o valor da formação. Jurandir Oliveira, babalorixá do Ilê Asé Labafun, ponto de cultura onde foi realizado o evento, elogiou a iniciativa: “Foi ótima, uma boa ação do Artur. Espero que aconteçam vários outros dias. Uma ação maravilhosa”. Eutália Bastos, filha de santo, acrescentou: “O evento foi maravilhoso, teve muitas explicações, tiramos nossas dúvidas e espero continuar participando”.
Já o babalorixá Edvan da Cruz Barreto afirmou: “O evento foi bom, produtivo, eu entendi muito mais sobre ponto de cultura” e para Willian Haxel, a iniciativa cumpre um papel prático e estratégico: “Um evento de extrema importância porque vai direcionar a gente para como escrever editais, concorrer e conquistar essas verbas públicas de incentivo à cultura”.

Ao final do encontro formativo, a sensação entre os participantes era uma só: satisfação em reafirmar o papel dos espaços de matriz africana como territórios de conhecimento, resistência e protagonismo cultural. Por isso, os produtores de cultura desejaram que O Fêra em Movimento siga fortalecendo pontes entre as comunidades tradicionais como o Ilê Asé Labafun e as políticas públicas, abrindo caminhos para que mais vozes possam ecoar no cenário cultural de Feira de Santana e da Bahia.
Informações e fotos Reginaldo Santos