Os preços dos alimentos comercializados em Feira de Santana acumularam alta real de 7,51% no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento realizado pela Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec). Apesar da elevação nos preços, o índice registrado no município ficou abaixo dos 12,55% observados em Salvador no mesmo período, demonstrando a importância da estrutura logística local e do Centro de Abastecimento para a economia regional.
A pesquisa acompanhou a variação de 34 produtos que fazem parte do consumo cotidiano da população, incluindo hortifrutigranjeiros, carnes, cereais, laticínios e derivados. O estudo identificou que os maiores aumentos ocorreram em itens do grupo de hortifrúti, fortemente impactados pelas condições climáticas e pela redução da oferta em algumas regiões produtoras.
Entre os produtos que mais apresentaram aumento estão a cenoura, com alta de 127,45%, a batata inglesa, que registrou elevação de 123,98%, o tomate, com 80,31%, e a cebola, que acumulou aumento de 59,80%. O feijão carioca também apresentou forte variação, chegando a 47,18%.
Por outro lado, alguns itens registraram redução de preços ao longo dos seis primeiros meses do ano. A goma de tapioca apresentou queda de 28,54%, seguida pelo café moído (-24,33%) e pelo frango congelado (-15,63%), contribuindo para amenizar o impacto da inflação alimentar sobre os consumidores.
De acordo com a secretária municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Cristina Ferreira, o resultado demonstra a relevância de Feira de Santana como principal entreposto comercial do interior baiano.
“Mesmo diante das oscilações provocadas pelo cenário econômico e pelas condições climáticas que afetaram a produção agrícola em diversas regiões, Feira de Santana conseguiu manter um comportamento mais equilibrado nos preços dos alimentos. Isso se deve, principalmente, à força do nosso Centro de Abastecimento, que aproxima produtores e consumidores, reduz custos de intermediação e fortalece a competitividade do mercado local”, destaca a secretária.
Márcia também ressalta que o município desempenha papel estratégico no abastecimento regional. “Além da força do Centro de Abastecimento, Feira de Santana conta com diversos centros de distribuição de grandes redes atacadistas e supermercados instalados no município devido à sua posição estratégica como entroncamento rodoviário. Essa estrutura reduz custos logísticos e ajuda a manter os preços mais competitivos. Esses centros abastecem não apenas Feira, mas toda a região e outros estados do Norte e Nordeste”, acrescenta.
O levantamento aponta ainda que, além da localização estratégica, os custos operacionais mais baixos em comparação aos grandes centros urbanos contribuem para que os estabelecimentos locais trabalhem com preços mais competitivos, beneficiando diretamente os consumidores.
A pesquisa integra as ações de monitoramento econômico desenvolvidas pela Settdec, que acompanham periodicamente o comportamento dos preços e fornecem informações para subsidiar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento do comércio local.