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Saúde de Feira passa a contar com inteligência artificial para apoiar decisões clínicas

Projeto cuidado em dIA utiliza tecnologia para auxiliar profissionais de saúde na tomada de decisões, ampliar a segurança da assistência e qualificar o atendimento aos usuários

Redação
Por: Redação
03/09/2026 às 08h15
Saúde de Feira passa a contar com inteligência artificial para apoiar decisões clínicas
Fotos: Endy Heloise

A Secretaria Municipal de Saúde lançou, nesta quarta-feira (2), o projeto cuidado em dIA, que utiliza inteligência artificial para apoiar decisões clínicas na rede municipal. A iniciativa apresentada a médicos e enfermeiros busca qualificar a assistência e oferecer suporte aos profissionais de saúde.

Desenvolvida pela startup Volts, a solução auxilia profissionais de saúde - sobretudo médicos - na análise de informações e na definição de condutas clínicas. A tecnologia poderá ser utilizada em diferentes pontos da rede, contribuindo para decisões mais assertivas e seguras.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, afirmou que a inovação deve estar voltada à melhoria do atendimento. “Essa é uma ferramenta para prestar um serviço de maior qualidade. Não tenho dúvida de que, na implantação, teremos desafios, mas esses desafios não podem ser desculpas para não implementar. Eles devem ser encarados como uma oportunidade para melhorar e fazer uma entrega melhor para quem mais precisa, que são as pessoas que buscam nossas unidades básicas de saúde”, declarou.

Rodrigo Matos também destacou a participação de médicos e enfermeiros na implantação do sistema e a importância do acesso a informações atualizadas. “A ideia de trazer essa tecnologia é justamente fazer com que a tomada de decisão possa ser pautada na medicina baseada em evidências. A gente tem que ter a humildade intelectual de perceber que não consegue acompanhar toda essa evolução, principalmente quem trabalha na atenção primária. Todas as ferramentas tecnológicas que possam apoiar o trabalho de vocês, a gente está disposto a investir”, afirmou.

Segundo a cofundadora da Volts, Clara Carvalho, médica emergencista formada pela Universidade de São Paulo (USP) e com experiência em gestão de serviços de emergência, a ferramenta foi criada para apoiar os profissionais diante do avanço da inteligência artificial na saúde.

“O profissional poderá contar com informações qualificadas para auxiliar na definição de diagnósticos, condutas e encaminhamentos”, acrescentou a idealizadora da plataforma.

De acordo com a médica, o uso responsável da tecnologia também pode melhorar a experiência dos usuários. “Ele terá um cuidado de saúde mais adequado, um diagnóstico e condutas mais assertivas, e encaminhamento quando necessário. Muitas vezes, o usuário fica perdido no sistema por conta de má gestão das informações”, destacou.

A plataforma oferece suporte ao raciocínio clínico, ajudando a reduzir a carga cognitiva e apoiando a tomada de decisões. Segundo Clara, a ferramenta funciona como uma espécie de “preceptor” virtual para o médico.

“Para o profissional de saúde, há redução de burnout e da carga cognitiva, porque hoje o médico tem várias coisas para pensar ao mesmo tempo e, às vezes, não consegue parar para raciocinar de maneira adequada”, afirmou.

O sistema também reúne recursos de atualização profissional, como aulas, curadoria de conteúdos e acesso a artigos científicos recentes.

Sistema presente em outros municípios

A tecnologia já é utilizada em outros municípios e serviços de saúde. Na Bahia, segundo Clara Carvalho, a Volts está presente em Dom Basílio, Vitória da Conquista e Salvador. O sistema também é utilizado em cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Atualmente, a plataforma conta com mais de 1,5 mil médicos. Para a cofundadora, um dos diferenciais é o interesse dos próprios profissionais em utilizar a ferramenta para aprimorar a assistência.

“Isso é algo muito nobre: ver os colegas médicos querendo ter o sistema, não só sendo algo fornecido. Então, é de fato algo que muda muito a jornada do médico e do paciente”, ressaltou.

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