
A Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana divulgou, nesta sexta-feira (2), o resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que aponta redução da infestação pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya no município. O Índice de Infestação Predial (IIP) ficou em 2,00%, enquanto o Índice de Breteau (IB) registrou 2,17%.
De acordo com a classificação utilizada no levantamento, o IIP inferior a 1% é considerado satisfatório; entre 1% e 3,9%, representa situação de alerta; e índices acima de 3,9% indicam situação de risco. Com o resultado de 2%, Feira de Santana permanece na faixa de alerta, mas apresenta redução em relação aos índices registrados anteriormente.
A coordenadora do Centro de Endemias, Pryscilla Soares, explica que alguns bairros chegaram a apresentar índices elevados de infestação, entre eles Queimadinha, Centro e Tomba. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de controle do mosquito nessas áreas.
“Estávamos com alto risco em alguns bairros, como Queimadinha, Centro e Tomba. Depois de algumas ações estratégicas, como o fumacê e os bloqueios nas áreas identificadas, agora estamos apresentando uma queda. Pelo Índice de Infestação Predial, estamos hoje em uma situação de alerta e nos aproximando do nível considerado satisfatório”, afirma.
AÇÕES DE CONTROLE
Além de apontar o nível de infestação, o LIRAa é uma importante ferramenta para o planejamento das ações de vigilância e controle do Aedes aegypti. Por meio do levantamento, as equipes conseguem identificar a presença de focos do mosquito, conhecer as áreas com maior concentração de imóveis infestados e direcionar as estratégias de combate de acordo com a realidade de cada região.
“A partir dessas informações, podemos acompanhar o cenário epidemiológico e traçar as estratégias, entre elas intensificar as visitas domiciliares para eliminação de criadouros, realizar a aplicação de inseticidas quando indicada e promover bloqueios nas áreas com maior risco”, explica a coordenadora do Centro de Endemias.
Para Pryscilla Soares, a redução registrada no levantamento é resultado do trabalho realizado pelas equipes, aliado à participação da população. Ela, no entanto, reforça que os cuidados devem ser mantidos.
“Essa redução é fruto de um esforço conjunto dos agentes de combate às endemias e da colaboração da comunidade. No entanto, os cuidados não podem ser deixados de lado. Precisamos continuar atentos aos possíveis criadouros dentro das residências e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, orienta.
A população deve manter medidas simples, como deixar caixas-d’água bem fechadas, eliminar água acumulada em vasos de plantas, pneus, garrafas e outros recipientes, além de verificar regularmente quintais, calhas e demais locais que possam servir de criadouro para o mosquito.