Saúde Aedes aegypti
Feira de Santana intensifica ações no combate ao Aedes aegypti; novas tecnologias estão sendo implementadas
Município confirmou 1.050 casos de chikungunya entre janeiro e a primeira quinzena de outubro
20/10/2026 14h39
Por: Redação
Foto: ACM

Feira de Santana registrou um aumento expressivo nos casos de chikungunya em 2026. Entre janeiro e a primeira quinzena de outubro deste ano, foram notificados 1.868 casos da doença no município, dos quais 1.050 foram confirmados. Em 2025, entre janeiro e o final de outubro, houve 30 notificações e 18 confirmações da doença.

Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da chikungunya, dengue e zika. O trabalho é realizado continuamente pelas equipes do Centro Municipal de Controle de Endemias, que atuam diretamente nas comunidades para prevenir a proliferação do vetor.

As atividades incluem visitas domiciliares, orientação aos moradores sobre medidas preventivas, identificação de possíveis focos do mosquito e eliminação de recipientes e locais que possam acumular água e se tornar criadouros. Diante do aumento dos casos de chikungunya, essas ações estão sendo reforçadas, com o objetivo de reduzir a presença do mosquito e conter a transmissão das arboviroses.

Além do trabalho realizado pelos agentes de combate às endemias, o município também está se preparando para implantar o método Wolbachia, uma estratégia inovadora que utiliza mosquitos que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia. Essa tecnologia contribui para reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir vírus como os da dengue, zika e chikungunya e será incorporada às medidas de prevenção já desenvolvidas pela Saúde.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, alerta para a importância da participação da população no enfrentamento às arboviroses. Segundo ele, o trabalho das equipes [vale lembrar que a Prefeitura de Feira convocou recentemente novos destes profissionais para integrar o quadro de servidores] precisa ser acompanhado por atitudes preventivas dentro das residências.

“É importante que cada pessoa verifique o quintal de casa, observe se há uma tampinha de refrigerante, uma garrafa ou qualquer recipiente acumulando água. Nossas equipes estão nas ruas, visitando as residências, orientando os moradores e eliminando possíveis criadouros. Estamos intensificando esse trabalho diante do aumento dos casos e também avançando na implantação de novas tecnologias, como o método Wolbachia. Mas precisamos que a população caminhe de mãos dadas conosco. Sem essa participação, não vamos conseguir vencer essa luta contra o mosquito”, enfatiza o secretário.

Rodrigo Matos também destaca que o aumento das notificações está relacionado ao fortalecimento da vigilância epidemiológica no município. A Secretaria Municipal de Saúde capacitou profissionais das redes pública e privada para ampliar a identificação e a notificação de casos suspeitos. As ocorrências são acompanhadas pela Vigilância Epidemiológica, responsável por analisar as informações e confirmar ou descartar os casos.

“Quando estamos mais próximos dos serviços de saúde e incentivamos os profissionais a notificarem os casos suspeitos, conseguimos identificar melhor o cenário epidemiológico. A vigilância faz uma diferença muito grande para prevenir epidemias e direcionar as ações de saúde”, ressalta.

O secretário ainda orienta que pessoas com febre e dores nas articulações, com ou sem inchaço, procurem atendimento médico. Os sintomas podem ser semelhantes aos da dengue e da zika, por isso a avaliação profissional é fundamental para uma investigação adequada e a definição do diagnóstico.

Em Feira de Santana, o atendimento de urgência pode ser realizado nas três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) municipais e nas seis policlínicas municipais, que funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo as unidades dos distritos de Humildes e Maria Quitéria (São José).

Cenário da dengue e da zika

Entre janeiro e outubro de 2026, foram notificados 3.347 casos suspeitos de dengue, dos quais 318 foram confirmados. Em todo o ano de 2025, foram registradas 2.676 notificações e 256 confirmações. O município contabilizou um óbito por dengue em cada um dos períodos informados.

Em relação à zika, Feira de Santana registrou três notificações entre janeiro e outubro deste ano, com um caso confirmado. Em 2025, foram oito notificações ao longo do ano.

Foto: ACM - Arquivo