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Suspeito de aplicar fraudes eletrônicas contra fintech é preso em Salvador

A Operação Chargeback investiga responsável por prejuízo superior a R$ 290 mil em plataforma de comércio eletrônico.

Redação
Por: Redação
28/10/2026 às 10h07
Suspeito de aplicar fraudes eletrônicas contra fintech é preso em Salvador
Foto Divulgação / Ascom-PCBA

A Operação Chargeback, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quarta-feira (28), resultou na prisão de um homem de 33 anos, investigado por envolvimento em um esquema de fraudes eletrônicas que causou prejuízo superior a R$ 290 mil a uma empresa que atua como banco digital. O suspeito foi localizado no bairro de Piatã, em Salvador.

As investigações apontam que o alvo do mandado de prisão preventiva e principal investigado utilizava uma conta antiga e confiável na plataforma digital para inserir cartões de crédito falsos. Ele utilizava dados de terceiros para realizar compras sucessivas de produtos eletrônicos de alto valor, direcionando as entregas para si e para comparsas.

Após o recebimento dos produtos, os verdadeiros titulares dos dados utilizados nos cartões de crédito contestavam as compras (chargeback), transferindo todo o prejuízo financeiro para a instituição de pagamento. Ainda de acordo com as investigações, as fraudes eletrônicas foram praticadas entre março e junho de 2025. 

No decorrer da ação e das diligências, foram mapeadas 86 compras fraudulentas, resultando na aquisição de 65 aparelhos celulares, 17 caixas de som, 2 consoles de vídeo game e outros aparelhos eletrônicos, totalizando um prejuízo global de R$ 290.597,85. Quase todas as mercadorias foram entregues no endereço do principal suspeito, em Periperi.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nos bairros de Plataforma e Cajazeiras X.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos três notebooks, dois tablets, diversos celulares, um videogame, dispositivos eletrônicos e um veículo, que passarão por perícia para aprofundamento das investigações e apuração de crimes correlatos como falsidade documental, receptação e associação criminosa. 

A Justiça também deferiu o bloqueio judicial do valor global apurado e o sequestro de bens, com objetivo de realizar a asfixia financeira do grupo e viabilizar o ressarcimento da vítima.

As investigações continuam, com o objetivo de localizar outros envolvidos e os objetos que foram comercializados ilicitamente. O homem passou por procedimentos judiciais cabíveis e está à disposição da justiça.

A ação foi realizada pelas equipes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

Informações Henrique Coelho / Ascom-PCBA

Foto Divulgação / Ascom-PCBA

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